Fui ver Cosmopolis com grandes expectativas. Parecia ser o tipo de filme
que me agrada: a crítica adorou e a história parecia interessante. Um cara “estribado”,
vagando pela cidade em sua limusine e vivendo várias situações insólitas, desde
um encontro casual com sua própria esposa até um inusitado exame de próstata.
Eric Packer (protagonizado pelo
enjoado vampiro crepuscular Robert Pattinson), um experimentado
especulador apesar dos seus 28 anos, perde bilhões num único dia ao apostar
contra o Yuan, a moeda chinesa, mas permanece impassível – a la Tarcísio Meira –
no interior do seu imenso veículo, gastando um dia inteiro apenas para
atravessar uns poucos quarteirões e cortar o cabelo, enquanto do lado de fora o
pau come nas ruas de Nova Iorque.
O livro homônimo, que deu origem
ao filme remete a algumas idéias do manifesto de Marx, e se propõe a fazer uma crítica
ao capitalismo, um trololó que ninguém mais agüenta, apesar da abordagem
diferente.
As viagens filosóficas permeiam
todo o filme, mas atingem seu ápice no interminável diálogo entre Packer e seu
provável assassino.
Juliette Binoche está nos
créditos, mas quase passa despercebida e aparece em cena somente por um dois
minutos, tempo suficiente para dar umazinha com o vampiro financeiro.
Mais uma produção pseudo-cult na longa filmografia do diretor
canadense David Cronenberg. Se você quer um programa para descontrair, fuja de
Cosmopolis, que suga mesmo é a energia do espectador.
É muito baixo astral. E chato
também.
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