sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Vampiro Capitalista


Fui ver Cosmopolis com grandes expectativas. Parecia ser o tipo de filme que me agrada: a crítica adorou e a história parecia interessante. Um cara “estribado”, vagando pela cidade em sua limusine e vivendo várias situações insólitas, desde um encontro casual com sua própria esposa até um inusitado exame de próstata.  

Eric Packer (protagonizado pelo enjoado vampiro crepuscular Robert Pattinson), um experimentado especulador apesar dos seus 28 anos, perde bilhões num único dia ao apostar contra o Yuan, a moeda chinesa, mas permanece impassível – a la Tarcísio Meira – no interior do seu imenso veículo, gastando um dia inteiro apenas para atravessar uns poucos quarteirões e cortar o cabelo, enquanto do lado de fora o pau come nas ruas de Nova Iorque.

O livro homônimo, que deu origem ao filme remete a algumas idéias do manifesto de Marx, e se propõe a fazer uma crítica ao capitalismo, um trololó que ninguém mais agüenta, apesar da abordagem diferente.

As viagens filosóficas permeiam todo o filme, mas atingem seu ápice no interminável diálogo entre Packer e seu provável assassino.

Juliette Binoche está nos créditos, mas quase passa despercebida e aparece em cena somente por um dois minutos, tempo suficiente para dar umazinha com o vampiro financeiro.

Mais uma produção pseudo-cult na longa filmografia do diretor canadense David Cronenberg. Se você quer um programa para descontrair, fuja de Cosmopolis, que suga mesmo é a energia do espectador. 

É muito baixo astral. E chato também.  

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