O fato de Apenas
Uma Noite ser dirigido por uma iraniana
- a estreante Massy Tadjedin – me deu a ilusão de ver alguma coisa
diferente dos modorrentos e repetitivos dramas românticos do cinema americano.
Ledo engano. O filme é basicão, previsível, e a única coisa razoável é que todos
os seus personagens têm seus defeitos e qualidades, sem maniqueísmos.
Joanna
(Keira Knightley, excelente quando interpretou a maluquete de Um Método
Perigoso) e Michael (Sam Worthington) envolvem-se, numa mesma noite, em casos
extra-conjugais.
Ao contrário do que possa parecer nos minutos iniciais do
filme, não se trata daquela clássica situação do traidor e do traído, e duas
histórias paralelas se desenrolam. Mas nada muito original.
O
caso entre Michael e Laura (Eva Mendes), além de óbvio, é chatíssimo. Não sei
porque, mas Worthington me lembrou muito o Tarcísio Meira de décadas atrás, com
aquele rosto congelado e sem expressão, mesmo que o mundo esteja caindo sobre a
sua cabeça. Ele até que se sai razoavelmente em filmes de ação, como Avatar ou
Fúria de Titãs, mas em Apenas Uma Noite sua atuação foi patética.
Já
o outro lado da trama, entre Joanna e Alex, pelo menos tem algum glamour.
Bom, se você não se importa de perder apenas uma noite da sua vida, pode
assistir. Mas não vai lhe acrescentar absolutamente nada...
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