A tradução fidedigna de uma peça
de teatro, com uma pitada de Polanski. Mesmo para quem não se
preocupa com esses detalhes, isso fica muito claro para quem assiste a Deus da Carnificina.
A história toda se passa entre
quatro paredes. Ao contrário do que se possa imaginar, não é um filme
monótono, muito graças ao grande elenco. São apenas dois casais, e três atores
vencedores do Oscar: Jodie Foster, Kate Winslet e Christoph Waltz, muito bem acompanhados por John C.
Reilly.
Mas o texto da francesa francesa Yasmina Reza e a direção
do consagrado (e enrolado) Roman Polanski contribuem para tornar o filme um bom
programa de final de semana.
Em um parque de Nova Iorque, duas
crianças discutem e uma delas agride a outra com um bastão. Uma tarde, os pais
se reúnem para resolver o problema. No início, o clima é cordial, mas os ânimos
se acirram e os casais começam a discutir. Na sequência, são os problemas de
cada casal que afloram e passam a se alternar com as discussões sobre a
educação dos filhos.
A polidez do início dá lugar a
agressões de tudo o que é lado, mostrando o lado negro de cada um. Só faltou
entrar o próprio Polanski e explicitar suas próprias transgressões, que o
levaram à justiça e à prisão.
O filme alterna comédia e drama,
mas seu ponto alto é a interpretação de Jodie Foster e Cristoph Waltz. Aliás, é
impossível dissociar a figura do ator austríaco do seu papel em Bastardos
Inglórios, onde interpretou o coronel nazista Hans Landa.
Bom, se você não é daqueles que
só vai ao cinema para ver filmes de ação ou comédias românticas, vale ver Deus
da Carnificina, mesmo que você gaste alguns neurônios para associar o
título à trama...
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