sábado, 9 de junho de 2012

Carnificina Inglória

A tradução fidedigna de uma peça de teatro, com uma pitada de Polanski. Mesmo  para quem não se preocupa com esses detalhes, isso fica muito claro para quem assiste a Deus da Carnificina.

A história toda se passa entre quatro paredes. Ao contrário do que se possa imaginar, não é um filme monótono, muito graças ao grande elenco. São apenas dois casais, e três atores vencedores do Oscar: Jodie Foster, Kate Winslet e Christoph Waltz, muito bem acompanhados por John C. Reilly. 

Mas o texto da francesa francesa Yasmina Reza e a direção do consagrado (e enrolado) Roman Polanski contribuem para tornar o filme um bom programa de final de semana.

Em um parque de Nova Iorque, duas crianças discutem e uma delas agride a outra com um bastão. Uma tarde, os pais se reúnem para resolver o problema. No início, o clima é cordial, mas os ânimos se acirram e os casais começam a discutir. Na sequência, são os problemas de cada casal que afloram e passam a se alternar com as discussões sobre a educação dos filhos.

A polidez do início dá lugar a agressões de tudo o que é lado, mostrando o lado negro de cada um. Só faltou entrar o próprio Polanski e explicitar suas próprias transgressões, que o levaram à justiça e à prisão.   

O filme alterna comédia e drama, mas seu ponto alto é a interpretação de Jodie Foster e Cristoph Waltz. Aliás, é impossível dissociar a figura do ator austríaco do seu papel em Bastardos Inglórios, onde interpretou o coronel nazista Hans Landa. 

Bom, se você não é daqueles que só vai ao cinema para ver filmes de ação ou comédias românticas, vale ver Deus da Carnificina, mesmo que você gaste alguns neurônios para associar o título à trama...

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