domingo, 3 de junho de 2012

Marilyn e Shrek


Já me perguntaram se eu não assisto a filmes normais. Claro que sim. Nos últimos dias vi Os Vingadores e O Corvo. Mas desses já se fala muito. Portanto, o comentário de hoje é sobre uma película francesa, A Delicadeza do Amor.

O filme se proõe a abordar a questão de perdas inesperadas, intensas, e da necessidade de recomeçar, de se superar, de seguir adiante. Não deixa de ser isso, também. Mas, com o passar da trama, a história vai migrando para um outro tema, talvez até mais interessante, por ser menos explorado: a barreira estética.

Explico: Audrey Tatou, ou Nathalie, ou ainda Amélie Poulain, magérrima, desengonçada, é tratada como uma musa, pela qual todos se apaixonam. Após ficar viúva, depois de três anos  de isolamento e dedicação total ao trabalho, envolve-se com Markus, um sueco normal, mas que é tratado como um ogro.

Para os padrões franceses, é um romance entre Marilyn e Shrek. Em determinados momentos, parece ser Markus, e não Nathalie, o personagem central, que precisa superar uma perda e se abrir para um novo amor.


O filme é bom, tem um certo refinamento, mas termina de um jeito muito convencional. Alternando entre drama, comédia e romance, por tudo o que a crítica falou (não sei se a gente cria muita expectativa), pela poesia do título, sinceramente, eu esperava mais. 

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