Já me perguntaram se eu não
assisto a filmes normais. Claro que sim. Nos últimos dias vi Os Vingadores e O Corvo. Mas desses já se fala muito. Portanto, o comentário de
hoje é sobre uma película francesa, A
Delicadeza do Amor.
O filme se proõe a abordar a
questão de perdas inesperadas, intensas, e da necessidade de recomeçar, de se
superar, de seguir adiante. Não deixa de ser isso, também. Mas, com o passar da
trama, a história vai migrando para um outro tema, talvez até mais
interessante, por ser menos explorado: a barreira estética.
Explico: Audrey Tatou, ou Nathalie,
ou ainda Amélie Poulain, magérrima, desengonçada, é tratada como uma musa, pela
qual todos se apaixonam. Após ficar viúva, depois de três anos de isolamento e dedicação total ao trabalho,
envolve-se com Markus, um sueco normal, mas que é tratado como um ogro.
Para os padrões franceses, é um
romance entre Marilyn e Shrek. Em determinados momentos, parece ser Markus, e
não Nathalie, o personagem central, que precisa superar uma perda e se abrir
para um novo amor.
O filme é bom, tem um certo
refinamento, mas termina de um jeito muito convencional. Alternando entre drama,
comédia e romance, por tudo o que a crítica falou (não sei se a gente cria
muita expectativa), pela poesia do título, sinceramente, eu esperava mais.
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