Um pouco de história: por volta
de 1860 o sul dos EUA era essencialmente latifundiário e escravocrata; o norte,
industrial e abolicionista. Lincoln, presidente eleito pelos republicanos, estava
pouco se lixando pra tudo isso, mas resolveu levantar a bandeira do seu partido
e dos nortistas. Os sulistas se revoltaram e resolveram se separar, fundando os
Estados Confederados. A partir daí, o pau comeu e os separatistas acabaram
derrotados.
Voltando ao filme. Sempre assisto
a produções americanas com certa reserva, pois geralmente são enlatados, muito
bem feitos sob o aspecto técnico, mas sempre previsíveis. Ainda mais se o
diretor for um ex-ator, como Robert Redford.
A receita de bolo está presente desde a cena de guerra do início, no longo julgamento da supostamente inocente dona da pensão na qual se
hospedaram os assassinos, no advogado bonzinho - herói nortista que defende a ré sulista -, na sua namorada alienada, no
político insensível, etc, etc.
Mas o filme agrada, prende a
atenção e não é cansativo. Aos menos atentos, sugiro observar a sutil – ou nem
tanto – associação dos fatos da época com a política de caça às bruxas
implementada nos Estados Unidos há pouco mais de dez anos, logo após os
atentados de 11 setembro, quando os direitos civis foram pra cucuia, em nome
da segurança nacional.

Nenhum comentário:
Postar um comentário