Pra variar, a crítica em geral
meteu o pau num filme que eu adorei. O
Exótico Hotel Marigold, em cartaz em Brasília, é uma produção britânica, do
mesmo diretor de Shakespeare Apaixonado, e conta a história de um grupo de ingleses
que viaja à Índia para se hospedar num hotel para idosos, o Marigold (que é uma
flor, mas possivelmente também um trocadilho para a rede internacional Marriott).
Ao chegar, os velhinhos
percebem que entraram numa roubada, mas o dono do hotel – o simpático protagonista
do grande sucesso Quem Quer Ser Um Milionário – os convence a ficar.
A comédia envolve, cativa e chega
até a emocionar em determinados momentos. Apesar do roteiro relativamente raso e
previsível, pra quem está chegando perto da velhice há alguns convites à
reflexão, em aspectos como tolerância, mudança, aceitação e recomeço.
O filme conta com um elenco de
peso, com destaque para a vencedora do Oscar Judi Dench. Outro ponto alto da
película é a exploração dos contrastes das metrópoles indianas, com suas cores,
seus táxis bizarros, suas mazelas sociais.
Jaipur, onde fica o Marigold, é um
caos, um retrato da própria Índia, a terra dos call centers, um país com mais de um bilhão de habitantes. As
projeções indicam que em trinta anos haverá mais indianos que chineses no
mundo, dado seu crescimento populacional desordenado.
Hotel Marigold não é tão exótico
quanto eu esperava, mas ainda assim é um bom programa.
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