A China inundou o Brasil com seus
carros. É, mas não é só de JAC, Chana (eu, hein?), Chery, Lifan ou Effa que
vive a indústria chinesa. Hoje, o gigante asiático fabrica de tudo – com
métodos discutíveis, diga-se de passagem – inclusive filmes, e dos bons, apesar
de, às vezes, chegarem por aqui algumas porcarias, geralmente relacionadas às
artes marciais.
Mas o grande filme que eu quero
comentar hoje é Flor da Neve e o Leque
Secreto. Ok, a película não é genuinamente chinesa, é meio americana (o
diretor Wayne Wang, a exemplo do compatriota John Woo, mora há décadas nos Estados Unidos e o filme tem até uma ponta do Hugh “Wolverine”
Jackman), mas tem um ritmo oriental, elenco e fotografia predominantemente chineses
e representa um retorno do diretor às suas origens.
Geralmente fico meio embananado
em filmes orientais, pois não distingo muito bem os personagens. Até demorei
bastante para perceber que as amigas do século XIX e dos tempos atuais eram
representadas pelas mesmas atrizes. Essa, aliás é a trama do filme, a relação
de amizade/fraternidade conhecida como laotong
– unidas pela eternidade, em mandarim.
Os homens são elementos
periféricos do filme, e sempre que aparecem é pra serem detonados. Nem o
Wolverine escapa.
Se você é daqueles que têm uma
certa prevenção em relação a produções asiáticas, por considerá-las sonolentas
ou ininteligíveis, vá sem medo, não é nada disso.
Pra variar, estou elogiando um
filme bombardeado pela crítica. Mas pra mim, se é uma história diferente - o
que elimina a maioria das produções americanas - bem dirigida, com boa
fotografia, prende a atenção do espectador e não deixa a sensação de dinheiro
jogado fora (como andam caros os ingressos em Brasília, notadamente pra quem
não frauda carteira de estudante!), às favas com a crítica.
Recomendo!
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