
Sacha Baron Cohen tentou fazer uma espécie de Borat II em O Ditador. Mas não se saiu bem.
O filme até que começou nos dando
a esperança de algo digerível, mas depois da primeira meia hora já havia apresentado
todo o arsenal de piadas previsto.
A partir daí, adotou uma fórmula
mais que batida, combinando o estilo comédia de erros – na qual o protagonista é defenestrado e fica o
tempo todo tentando provar quem é – com aquelas improváveis mas previsíveis
histórias de amor das comédias água com açúcar do cinema americano, nas quais a
mulher bacana tem um caso com um cara retardado, cujo único atrativo é ser o
personagem principal do filme.
Um Ben Kingsley subutilizado, sem
dizer bem a que veio, contribui para reforçar a ideia de um roteiro confuso e
mal-resolvido, que não se decide entre o escracho politicamente incorreto e a
crítica à pseudo-democracia norte-americana.
Possivelmente, o filme seria mais
divertido se Aladeen (Sacha Baron) passasse mais tempo como ditador em sua
longínqua Wadiya – uma rica nação norte-africana – e não como um
sem-teto perdido pelas ruas de Manhattan.
A impressão que dá é que acabou a
grana para a continuidade das externas realizadas no Marrocos e nas Ilhas
Canárias.
Borat foi um sucesso, e embora
não tenha sido uma unanimidade, todos reconheceram em Sacha Baron um comediante
diferente. Bruno, seu segundo filme, já foi um desastre completo.
O Ditador não
é tão ruim quanto Bruno, mas dá a entender que o humor cáustico de Sacha Baron
cansou cedo demais, já no seu terceiro filme.
Nenhum comentário:
Postar um comentário