domingo, 29 de julho de 2012

Na Terra dos Monges


Mianmar é aquele país em que as mulheres usam aqueles adereços que poderiam perfeitamente ser adotados pelos cearenses: anéis de cobre que alongam o pescoço (como diria o falecido humorista Espanta, nós cearenses nunca usamos esse "acessório", o pescoço).

Bom, após esse comentário politicamente super-hiper-incorreto, vamos falar sério. Até bem pouco tempo, Mianmar chamava-se Birmânia e desde a década de 60 enfrenta turbulências políticas. Somente em 2011 o país voltou a ter um governo civil e esse caos político de meio século transformou-o na nação não-africana (Mianmar fica na Ásia) mais pobre do mundo.

De vez em quando, Mianmar ainda é agitada por manifestações políticas agitadas, muitas vezes lideradas por monges budistas.

Além da Liberdade conta a história real de Suu Kyi (interpretada pela atriz malaia Michele Yeoh), que deixou a Inglaterra e retornou à terra natal para visitar a mãe enferma no final dos anos 80 e acabou permanecendo para lutar pela redemocratização do país.

O renomado diretor Luc Besson – cuja carreira é recheada de roteiros de ação – em determinado momento “abandona” a história de Suu Kyi para centrar o foco do filme no seu marido, Michael Aris (interpretado pelo excelente David Thewlis, que também vive no filme o papel de seu irmão gêmeo). Mike é um altruísta professor universitário, doente terminal, que fica cuidando dos filhos por décadas, enquanto sua mulher tenta cuidar de alguns milhões de compatriotas. Uma das estratégias utilizadas por Aris para salvar sua esposa é conseguir sua indicação para o prêmio Nobel da Paz, no que, aliás, obtém sucesso, em 1991. 

Somente vinte e um anos depois, Suu Kyi conseguiu receber pessoalmente a premiação, em Oslo, já em 2012.

Além da Liberdade vale o ingresso até como fato político-histórico, apesar desse tipo de filme sempre levar a visão pessoal e por vezes desvirtuada de seus produtores.

Aproveitando, o Espaço Itaú, no Casa Park, em Brasília, está em promoção até 16/08/12. Nas primeiras sessões de cada sala, meia-entrada pra todo mundo, inclusive nas salas 3D.





5 comentários:

  1. Opa, valeu pela dica sobre o Espaço Itaú e sobre o filme. Já conhecia a história de Suu Kyi mas a contada por sites de notícias. Fiquei curiosa e com certeza irei conferir...

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  2. Aproveitando, quando falei do pescoço dos cearenses, não sei porque me lembrei da premiação do xadrez nas olimpíadas da Ditec...

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  3. Na natureza é assim: a hipertrofia de uma coisa normalmente vem para compensar a falta da outra... ;)

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  4. Ótimo relato histórico. Conciso e esclarecedor.
    Aproveito: Qual foi a premiação e o premiado do xadrez?

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  5. É que nas olimpíadas do banco, a moça estava entregando as medalhas de todos os esportes. Quando ela foi me chamar para entregar a medalha de ouro do xadrez, falou:
    - e agora, a premiação do cabeçudo!
    eu não sabia se ela estava falando de inteligência ou era piada com o tamanho da cabeça do cearense...

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